(PRÓLOGO)
Olivia
- Eu estava sentada embaixo do carvalho apenas olhando pro céu, quando passou um lindo menino. Cabelo castanho, curto e liso solto ao vento, sorriso brilhante e sereno que encanta até o mais bruto dos animais e olhos verdes cor de menta tão encantadores e profundos que fizeram eu me perder dentro deles. Quando eu o vi, a primeira coisa que pensei foi, “eu tenho de telo pra mim, mesmo que como amigo, preciso telo para poder me perder em seus olhos todos os dias e fazer com que sejamos tão próximos que eu possa dizer lhe que o amo”.
Zack
- Estava indo pegar minha bola de futebol no parque quando eu consegui descobrir a razão de estar vivo. Ela era belíssima, tão bela que não pude parar de olhá-la, pensei em me aproximar mas pensei que pudesse parecer indelicado. Com seus belos cabelos loiros, seus olhos azuis cor do céu e seu sorriso penetrante. Nunca havia me sentido assim, talvez por nunca ter visto um ser tão belo, talvez por estar a espera dela por toda a minha vida e saber que nenhuma outra seria tão perfeita quanto, ou apenas por estar completa e perdidamente louco e apaixonado por ela. Queria tela em meus braços, poder abraça-la e dizer que a amava, poder dizer o quão bela ela é e o que ela significava para mim.
Narrador
- A verdade é que o destino trabalha de uma forma tão específica e organizada que chega a ser complicado. Esse dois são Zack e Olivia, eles se conheceram em um belíssimo parque na cidade de Londres. São filhos únicos de pais divorciado, e são almas gemias. É triste contar essa história porque em histórias de amor, o amor sempre deve prevalecer, e por isso ele se sobressai ao destino. Mas nem sempre o amor que se imaginamos é o que é realmente. No caso desses dois, o amor prevalece ao destino, mas não o amor conjugal, o amor familiar, mas acho que é melhor uma pessoa que conhece bem os pombinhos contar a história desse romance, eles mesmos.
Olivia
- Eu moro com minha mãe desde os dez anos, porque meu pai a traiu. Quando eu digo isso as pessoas me olham de forma estranha porque minha mãe é uma gata e uma pessoa maravilhosa, e querem saber como meu pai foi capaz de algo assim. Mas na verdade, meu pai fez o que fez por amor. Meus pais são jovens, e se casaram na adolescência porque meu pai teve um caso com minha mãe em quanto namorava, e minha mãe acabou ficando grávida de mim. Um homem honrado como ele é, se dispôs a casar com minha mãe e colaborar de todas as formas que conseguisse, com a minha criação. Mas eles não se amavam, e para ser específica, eles vinha brigando muito a muito tempo porque minha mãe sabia que meu pai não a amava, mas não conseguia velo sofrer e sempre foi uma esposa extremamente desagradável para que meu pai não aguentasse mais e se divorciasse, mas ele foi fiel ao que disse, então minha mãe fez com que ele a traísse, e usou isso de motivo para que eles se divorciassem, e minha mãe maravilhosa como é, fez com que ele a traísse com a mulher por quem ele era apaixonado. Eles então se divorciaram e meu pai acabou se mudando para Londres onde a mulher que ama mora. Mas todos os meses ele me manda uma passagem e fico com ele durante duas semanas. É extremamente agradável porque nunca fico sem velo e ainda posso visitar uma de minhas cidades favoritas, e a esposa dele é extremamente agradável comigo, me trata como uma filha. Em alguns feriados de família minha mãe até vai comigo porque sua família já morreu e os parentes que tem vivos, moram distante e ela não liga de ficar com meu pai, pois eles são amigos e minha “madrasta” também é muito gentil com ela pois conhece a história deles, meu pai não, mas quando pequena eu contei para ela. E foi em uma destas viagens de família que eu conheci o Zack e minha mãe a meu futuro “padrasto”.
Zack
- Sempre vivi com meu pai porque ele ficou viúvo quando eu ainda era um bebê. Minha mãe morreu durante o meu parto. Sempre me culpei por ela ter morrido e eu ainda estar vivo, mas meu pai diz que não foi minha culpa, que minha mãe estava muito doente e não suportou me ter, que ela fez tudo o que pode para que eu fosse saudável, e também que não iria querer que eu pensasse assim porque eu era tudo pra ela e que se realmente ela tivesse que morrer para que eu sobrevivesse, ela morreria, porque me amava muito. Acho que na verdade eu digo isso apenas para que ele me repita essas palavras, porque eu sinto muita falta dela às vezes. Meu pai ainda tem em uma gaveta do quarto um agasalho, fotos e o perfume que minha mãe usava. Lembro-me de quando era pequeno que ele me pegava no colo e me mostrava o livro de memórias que ele fez com ela, meu álbum de bebê que ele fez como minha mãe dizia que iria fazer, as fotos dela, o perfume… Apenas para me fazer ter como lembrar dela, ele dizia que é importante seguir em frente, mas que minha mãe ao morrer, se tornou meu anjo da guarda, e que ele me mostrava aquelas coisas para que assim como eu sei que ela me amava, ela pudesse saber o que eu sinto por ela. Gostaria muito de tela conhecido pois pelo que ele me conta, ela era uma pessoa maravilhosa. Mesmo depois de 16 anos da morte de minha mãe, meu pai nunca se apaixonou. Mas eu estava com ele no parque um dia e em quanto eu fui pegar a bola que chutei muito longe quando estávamos jogando futebol, ele foi comprar sorvetes. Quando me encontrei com ele novamente, ele estava falando com uma mulher extremamente bonita, estava rindo, estava feliz, parecia estar feliz como nunca antes. E aquela era a mulher, que nem desconfiava eu, se tornaria alguém muito importante em nossas vidas.



















